
A página virtual do jornal Mail & Guardian, um dos maiores da África do Sul, acaba de publicar uma reportagem interessante, escrita pelo jornalista Barry Mood, da agência de notícias Reuters, sobre o efeito das milhares de vuvuzelas levadas para o Soccer City no jogo de abertura da Copa do Mundo 2010.
A famosas cornetas vuvuzela começaram a virar polêmica na Copa das Confederações do ano passado, vencida pelo Brasil.
Vários jogadores reclamaram por não conseguir conversar com o colega e ouvir as instruções do técnico em meio ao som ensurdecedor das milhares de cornetas.
Na reportagem, o jornalista diz que o barulho “soa como uma imensa manada de elefantes em plena corrida”.
Apesar das reclamações, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, liberou a vuvuzela para os jogos da Copa.
Na sua avaliação, a corneta é, para o povo sul-africano, uma referência cultural tão forte quanto os tambores, tamborins e pandeiros para os sul-americanos, por exemplo.
No jogo de abertura da Copa entre Àfrica do Sul e México (1 a 1), na sexta-feira (11), havia, segundo cálculo dos sul-africanos, pelo menos 15 mil vuvuzelas espalhadas pelo estádio Soccer City.
Jornalistas e profissionais reclamaram muito.
Disseram que o forte barulho atrapalhou as comunicações por telefone e rádio durante o trabalho de transmissão.
Um dos entrevistados, o técnico da seleção da África do Sul, o brasileiro Carlos Alberto Parreira, mostrou-se favorável à barulheira alegre dos torcedores:
- É uma forma de pressão a nosso favor e temos que usá-la. Que toquem cada vez mais alto.
Para o músico sul-africano Samora Ntsebeza, a vuvuzela se tornará tão popular que será exportada para o próximo Mundial, o de 2014.
No Brasil.
- Ela iria funcionar muito bem com os brasileiros, que possuem o espírito do Carnaval.
Será?
E você, o que acha de termos vuvuzelas na Copa do Mundo no Brasil?
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