21 de jul. de 2010

Festival de 67 foi um terremoto na MPB, diz diretor de filme

Gilberto Gil no Festival da Música de 1967 (Foto: Reprodução)
Codiretor de Uma Noite em 67, o jornalista Ricardo Calil disse que o festival de música da TV Record de 1967, assunto do documentário, foi um terremoto para a MPB.

"A gente decidiu fazer um filme sobre o festival de 1967 [e não de outros anos] porque foi o festival mais rico musicalmente, com músicos brilhantes, artistas excepcionais começando a dar as caras. Foi um festival que deixa uma divisão muito patente na MPB, a divisão entre tradição e modernidade, entre raiz e estrangeiro. Isso está muito presente, principalmente quando Gil e Caetano decidem assimilar elementos estrangeiros [com a adoção da guitarra elétrica]. É um ponto de inflexão. É como se fosse o epicentro de um terremoto na música brasileira", afirmou Calil na manhã desta terça-feira durante debate sobre o filme.
O longa foi exibido ontem à noite no terceiro festival de cinema de Paulínia (SP). Foi muito bem recebido pelo público, que o aplaudiu longamente 
"A gente fez o filme porque é apaixonado por música. A gente tentou evitar um recorte que fosse saudosista. Procuramos ao máximo mostar o que foi aquela noite [da final do festival]", afirmou Renato Terra, também diretor de Uma Noite em 67.
Produtor do filme, Maurício Andrade Ramos falou no debate sobre a relação com a TV Record, que cedeu o material de arquivo. "A experiência com a Record foi um noivado maravilhoso e um casamento em progresso", disse.
Ao falar em "noivado", Ramos se referiu à abertura dos arquivos. "A gente pôde fuçar em tudo. Fizemos uma varredura com muita abertura por parte da Record", contou. Ao falar em "casamento em progresso", Ramos quis dizer que espera maior apoio da emissora na divulgação do longa-metragem, que estreia nos cinemas das principais capitais do país no próximo dia 30.

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